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Tubulações para sprinklers

Artigo Tubulações para Sprinklers

Antes de começar a descrever cada uma das possíveis tecnologias para instalações de redes de sprinklers, é importante salientar que todo projetista ou instalador deve estar atento aos aspectos normativos re­ferentes aos tubos e conexões que esco­lher antes de especificá-los em um pro­jeto ou iniciar a instalação. No Brasil, a norma que especifica os requisitos técni­cos dos materiais é a ABNT NBR 10.897 – Sistemas de proteção contra incêndios por chuveiros automáticos. Sendo assim, todas as tecnologias citadas neste artigo e demais normas de referência encontram anteparo neste documento.

A seguir, encontra-se uma descrição sucinta de cada uma das principais tec­nologias disponíveis para instalação de redes de combate a incêndio por chuvei­ros automáticos.

AÇO AO CARBONO
O aço ao carbono é um produto tradi­cional e facilmente encontrado no mer­cado brasileiro. Esta tecnologia contem­pla a utilização de conexões roscadas e soldadas. É uma excelente escolha para obras nas quais não há grande complexi­dade de execução e os prazos de entrega não são apertados.

Os tubos de aço devem ser conforme norma ABNT NBR 5.580 – Tubos de aço-carbono para usos comuns na con­dução de fluidos – ou ABNT NBR 5.590 – Tubos de aço-carbono com ou sem solda longitudinal, pretos ou galvanizados. As conexões com terminais roscados devem ser em ferro fundido maleável, de acor­do com a ABNT NBR 6.943 – Conexões de ferro fundido maleável, com rosca – e NBR 6.925 – Requisitos de projeto e uti­lização das conexões roscadas em ferro fundido maleável, para uso em tubulação.

As conexões de aço destinadas à solda devem obedecer à norma internacional ANSI B16.9, que estabelece os requisitos dimensionais e de tolerância para estes produtos. Ainda sob o aspecto normati­vo é importante estar atento ao fato de que a utilização de conexões com uniões roscadas não pode ocorrer em tubulações de diâmetro maior que DN 50.

As principais vantagens na utilização deste produto são notadas na boa oferta de mão de obra, em especial para insta­lação de sistemas roscados, devido a dé­cadas de aplicação desta tecnologia no Brasil, e também na disponibilidade de diferentes marcas e fabricantes nacionais. Na utilização de uniões soldadas diver­sos aspectos técnicos, métodos e proce­dimentos devem ser observados, o que implica na utilização de mão de obra qua­lificada e com grande experiência, se tor­nando um desafio em algumas situações.

As desvantagens da utilização deste produto tomam-se visíveis à medida que novas tecnologias, mais leves e resisten­tes à corrosão, se tornam disponíveis no mercado. De fato, toda tubulação de aço ao carbono deve receber atenção especial na pintura, que não é uma simples ques­tão de identificação da rede de combate a incêndio, mas um aspecto importante na proteção da tubulação contra oxidação.

Leia a matéria completa na Edição de Maio / 2018 da Revista Emergência.

 

Por: Rafael Turri
Mestre em Ciência e Tecnologia dos Materiais pela UNESP Sorocaba
Integrante do Comitê Técnico da ABSpk – Associação Brasileira de Sprinklers